segunda-feira, dezembro 18, 2006

Feliz Natal para Todos

Um Feliz Natal para todos, meninos e graúdos

Colega e amigo para receberes o meu postal de Natal calca AQUI

Bom Ano Novo

Maria Agostinho

Almoço de Natal

O Natal é um pouco um milagre... o milagre dos rostos sorridentes, o milagre das recordações da infância, o milagre de nos aproximarmos mais uns dos outros... num movimento sempre renovado de FÉ, PAZ e CONCÓRDIA à volta do nascimento de Jesus.

E para manter viva a tradição... a ASAP, no dia 17 de Dezembro de 2006, reuniu no Hotel Tivoli da Marina de Portimão mais de 100 associados, entre professores, alunos e convidados que puderam confraternizar, em ambiente natalício, as delícias de uma excelente refeição.

O Almoço de Natal da ASAP na sua vertente lúdica também nos ofereceu momentos muito lindos de poesia, música (grupo de flautas), grupo coral dos alunos de Inglês, coro de Natal, danças clássicas de salão, recitação de poesias e terminou com um alegre baile envolvendo todos os participantes.
Feliz Natal e um Bom Ano Novo para todos os associados e visitantes do Blog.

Uma palavra de felicitações para todos os membros da Direcção que organizaram, mais uma vez, este excelente evento.

Fotografias do associado I. Sebastião

sexta-feira, dezembro 01, 2006

PROVÉRBIOS XXIII

Provérbios de Dezembro

- Em Dezembro descansar, para em Janeiro trabalhar.
- Caindo o Natal à Segunda-feira, tem o lavrador de alugar a eira.
- Depois que o Menino nasceu, tudo cresceu.
- Dezembro quer lenha no lar, e pichel a andar.
- De Santa Luzia ao Natal, um salto de pardal.
- Assim como vires o tempo de Santa Luzia (13 Dezembro) ao Natal, assim estará o ano, mês a mês, até final.
- Natal a assoalhar e Páscoa ao mar.
- Noite de Natal estrelada dá alegria ao rico e promete fartura ao pobre.
- Dia de S. Silvestre não comas bacalhau que é peste.
- Em dia de Santa Luzia cresce a noite e mingua o dia.

sábado, outubro 28, 2006

PROVÉRBIOS XXII

NOVEMBRO

- No dia de S. Martinho, mata o teu porco e bebe o teu vinho.
- Se o Inverno não errar caminho, tê-lo-eis pelo S. Martinho.
- Cava fundo em Novembro para plantares em Janeiro.
- Novembro à porta, geada na horta.
- Pelo S. Clemente (dia 23) alça a mão da semente.
- Pelo S. Martinho deixa a água p´ro moinho.
- Queres pasmar o teu vizinho? Lavra e esterca no S. Martinho.
- Cada qual quer levar a água ao seu moinho e deixar em seco o do vizinho.
- Mais valem alimpaduras na minha eira do que trigo na tulha alheia.

sexta-feira, outubro 13, 2006

ASAP EM MOVIMENTO
















Outubro 2, 3, 4 e 5 de 2006

A abertura de actividades da ASAP começou com a Visita de Estudo a Seia.
Foi uma ASAP viva que percorreu as terras da Beira Alta, embora tivessemos sentido muito a ausência da Professora, Drª Francisca Duarte Cruz que teve a iniciativa deste círculo turístico e temático.

Da Quinta do Crestelo partimos à descoberta... (Para mais informação, calca nos links)

sempre na companhia desse excepcional guia da Teixeira, senhor António Reis que nos ajudou a aprofundar a nossa identidade numa narração viva e pitoresca de factos e personalidades relacionados com cada um dos locais visitados:
desde os Mouras, Teixeira e Aragão, Dama Pé de Cabra, Grão Vasco, Bandarra, Padre Fancisco Costa, Marquês de Pombal, Afonso Costa até ao povo, honrado e trabalhador, das Beiras.

A ida a Seia foi, por um lado, uma viagem simbólica ao passado e, por outro, um passeio geográfico pelos "Montes Herminius" do nosso ancestral e ilustre Viriato.

Nos intervalos das viagens não podemos esquecer as refeições magnificamente servidas e de que destacamos a

sempre com o inesquecível animador (acordeonista, cantor, bailador), senhor Horácio, muito bem secundado pelo(a)s inexcedíveis empregado(a)s de mesa, muito bem orientados pelo respectivo Chefe, senhor João Silva.

Termino parafraseando a Drª Francisca:
-Quem faltou, nem sabe o que perdeu!

* Uma palavra para agradecer e reconhecer o trabalho do Dr. Ricardo Jordão, D. Lourdes Matos e D. Isolete no acompanhamento que fizeram e apoio que nos deram
sem esquecer o gentilíssimo condutor do autocarro, senhor Carlos Reis
e ainda todas as gentilezas que recebemos da gerência e funcionários da Quinta do Crestelo, realmente, inexcedíveis na sua simpatia e profissionalismo.
Rápidas melhoras para a nossa companheira de viagem Célia

Provérbios XXI

Provérbios Outubro

- Logo que Outubro venha, procura a lenha.
- Outubro meio chuvoso, torna o lavrador venturoso.
- Outubro quente, traz o diabo no ventre.
- Quando o Outubro for erveiro, guarda para Março o palheiro.
- Aí por S. Lucas, (dia 18) bem sabem as uvas.
- Em Outubro pega tudo. Em Outubro recolhe tudo.
- Meia vida é à candeia e o vinho a outra meia.
- Em Outubro sê prudente, guarda o pão, guarda a semente.
- Por Santa lreia, pega nos bois e semeia.
- Tem tento quando te der no rosto o vento.
- Não há dia sem tarde.
- Apanha com o cajado quem se mete onde não é chamado.
- Cada um colhe conforme semeia.

quinta-feira, setembro 14, 2006

Provérbios XX

Provérbios de Setembro

Águas verdadeiras, por S. Mateus as primeiras.
Pelo S. Mateus não peças chuva a Deus.
S. Miguel soalheiro, enche o celeiro.
Setembro que enche o celeiro, dá triunfo ao rendeiro.
Setembro molhado, figo estragado.
Setembro cara de poucos amigos e manhã de figos.
Pelo S. Mateus, pega nos bois e lavra com Deus.

Provérbios XIX

Provérbios de Agosto

Água de Agosto, açafrão, mel e mosto.
Corra o ano como for, haja em Agosto e Setembro calor.
Em Agosto aguilhôa o preguiçoso, e sê cuidadoso.
Em Agosto, dá o sol pelo o rosto.
Quem em Agosto ara, riqueza prepara.
Agosto madura, Setembro vindima.
Lá vem o Agosto, com seus santos ao pescoço.
Em Agosto, toda a fruta tem seu gosto.
Em dia de S. Lourenço ( 10 de Agosto ) , vai à vinha e enche o lenço.
Quem não debulha em Agosto, debulha com mau rosto.
Agosto nos farta, Agosto nos mata.
Quando chove em Agosto, chove mel e mosto.
Terra lavrada em Agosto, à estercada dá o rosto.
Quem dormir ao sol de Agosto, passa por desgosto.
Em Agosto apanha macela, que livra da botica ( farmácia ) o uso dela.
Cava e esterca de Agosto, ao lavrador alegra o rosto.
Em Agosto secam os montes, em Setembro as fontes.
Em Agosto vale mais vinagre que mosto.

domingo, julho 02, 2006

PROVÉRBIOS XVII

Provérbios de Julho

- Água de Agosto: açafrão, mel e mosto.
- Pelo S. Tiago, pinta o bago.
- Deus ajudando, vai em julho mercando.
- Em julho abafadiço, fica a abelha no cortiço.
- Quem trabalha em julho, para si trabalha.
- Em julho ceifo o trigo e o debulho, e em o vento soprando o vou limpando.
- Pelo Santiago pinta o bago e cada pinga vale um cruzado.
- Por S. Vicente toda a água é quente.
- Não há maior amigo que o julho com o seu trigo.,
- Gavião temporão, Santa Marinha na mão.
- Julho, o verde e o maduro.
- Julho quente, seco e ventoso, trabalha sem repouso.
- Em Julho, faz vasculho.
- Por todo o mês de Julho o celeiro atulho.
- Em Julho, reina o gorgulho

sábado, junho 03, 2006

Provérbios XVI

Provérbios de Junho

Em Junho, foicinha em punho.
Se o vento bailar, em noite de S. João, vai tardar o Verão.
Chuva junhal, fome geral.
Lavra por S. João, se queres ter pão.
Ande o Verão por onde andar, no S. João há-de chegar.
Até ao S. Pedro, o vinho tem medo.
Chuva no S. João, talha o vinho e não dá pão.
Junho floreiro, paraíso verdadeiro.
Junho calmoso, ano formoso
Galinhas de S. João, pelo Natal poedeiras são.
Para o S. João, guarda a velha o melhor tição.
Ouriços no S. João, são do tamanho dum botão.
Pelo S. João, deve o milho cobrir o rabo do cão.
Sardinha de S. João, já pinga no pão.
Quando o vento ronda o mar na noite de S. João, não há Verão.
Junho calmoso, ano famoso.
Ande onde andar o Verão, há- de vir no S. João.
Chuva no S. João, bebe o vinho e come o pão.
Lavra por S. João, se queres haver pão.
O sol de Junho madruga muito.
Junho calmoso: ano formoso.
Junho floreiro: paraíso verdadeiro.
Sol de Junho amadura tudo.
Chuva de Junho: peçonha do mundo.
Chuva de Junho: mordedura de víbora.
Chuva junhal: fome geral.
Junho chuvoso: ano perigoso.
Enxame de Junho nem que seja como punho.
Em Junho, foice no punho.
Em Junho, perdigotos como punho

segunda-feira, maio 15, 2006

Provérbios XV

Provérbios de Maio

Sol de Maio e boa terra, fazem melhor gado que o pastor mais afamado
A melhor cepa, Maio a deita.
Maio claro e ventoso, faz o ano rendoso.
Maio couveiro, não é vinhateiro.
Maio frio, Junho quente, bom pão, vinho valente.
Maio jardineiro, enche o celeiro.
Maio pardo, faz o pão grado.
Maio que não der trovoada, não dá coisa estimada.
Em Maio, comem-se cerejas ao borralho.
Mês de Maio, mês das flores, mês de Maria, mês dos amores.
Quando em Maio não troa (troveja), não é ano de broa
Em Maio verás, a água com que regarás
Maio serôdio ou temporão, espiga o grão
Favas, Maio as dá, Maio as leva.
Maio hortelão, muita palha, pouco pão.

sexta-feira, abril 07, 2006

Provérbios XIV

A B R I L

Abril frio e molhado, enche o celeiro e farta o gado.
Abril: águas mil, quantas mais puderem vir.
Abril, Abril, está cheio o covil.
Abril molhado, ano abastado.
Em Abril águas mil.
Se não chove em Abril, perde o lavrador couro e quadril.
Em Abril queima a velha o carro e o carril.
Seca de Abril deixa o lavrador a pedir.
Em Abril, cada pulga dá mil.
Abril frio e molhado enche o celeiro e farta o gado.
Em Abril, lavra as altas, mesmo com água pelo machil.
Abril frio: pão e vinho.
Em Abril, vai onde deves ir, mas volta ao teu covil.
Inverno de Março e seca de Abril, deixam o lavrador a pedir.
Não há mês mais irritado do que Abril zangado.
Vinha que rebenta em Abril dá pouco vinho para o barril.
No princípio ou no fim, costuma Abril a ser ruim.
Em Abril, um pão e um merendil.
Quando vem Março ventoso, Abril sai chuvoso.
Quem em Abril não varre a eira e em Maio não rega a leira, anda todo o ano em canseira.
Uma água de Maio e três de Abril valem por mil.

terça-feira, março 07, 2006

Provérbios XIII

O grão, em Março, nem na terra nem no saco.
Água de Março é pior que nódoa no pano.
Água de Março, quanta o gato molhe o rabo.
Em Março chove cada dia um pedaço.
Quando troveja em Março aparelha os cubos e o baraço.
Quanto vale o carro e o carril? Tanto quanto a chuva entre Março e Abril.
Em Março merendica e folgaço.
Em Março nem migas, nem couves, nem esparto.
Em Março tanto durmo como faço.
Entre Março e Abril o cuco há-de vir.
Março, marçagão, manhã de Inverno, tarde de Verão.
Março, marçagão, de manhã cara de rainha, de tarde corta com a foucinha.
Março queima a dama no paço.
Nasce erva em Março, ainda que lhe dêem com um maço.
No tempo do cuco, tanto está molhado como enxuto.
Quando florir o maracotão, os tempos iguais são.
Sol de Março queima a dama no paço.
Sol de Março pega como pegamaço e fere como maço.
Vento de Março, chuva de Abril, fazem o Maio florir.
Em Março, onde quer passo.
Páscoa em Março: ou fome ou mortaço.
Por S. Marcos, bogas aos sacos (dia 24 de Março).
Sáveis por S. Marcos enchem os sacos.
Enxame de Março, apanha-o no regaço.
Se queres bom cabaço (abóboras) semeia em Março.
Cavas em Março e arrendas pelo S. João, todos o sabem mas poucos os dão.
Em Março espetam-se as rocas e sacham-se as hortas.
Março zangado é pior que o diabo.
Março liga a noite com o dia, o Manel co'a Maria, o pão com o pato e a erva com o sargaço.
.................
MARÇO
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

O mês de março é o terceiro mês do ano no calendário gregoriano. O seu nome deriva do deus romano Marte, e na Roma Antiga o mês de Março era denominado Martius. Na Grécia Antiga, março chamava-se Anthesterion.

Até à implantação do calendário juliano em 45 a.C., no âmbito das reformas administrativas de Júlio César, Março era o primeiro mês do ano na Roma Antiga.

Por volta de 21 de Março, o Sol cruza o equador celestial rumo ao norte; é o equinócio de Março, começo da Primavera no Hemisfério Norte e do Outono no Hemisfério Sul.

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

Provérbios XII












Ao Fevereiro e ao rapaz, perdoa tudo quanto faz.
Aproveite Fevereiro quem folgou em Janeiro.
Candelária chovida, à candeia dá vida. (dia 2 de Fev.)
Chuva em Dia das Candeias (dia 2 de Fev.), ano de ribeiras cheias.
Janeiro geoso e Fevereiro chuvoso fazem o ano formoso.
Fevereiro é dia, e logo é Santa Luzia.
Fevereiro enxuto, rói mais pão do que quantos ratos há no mundo.
Fevereiro quente, traz o diabo no ventre.
Fevereiro recouveiro, afaz a perdiz ao poleiro.
Neve em Fevereiro, presságio de mau celeiro.
O tempo em Fevereiro enganou a Mãe ao soalheiro.
Fevereiro, rego cheio.
Chuva de Fevereiro mata o onzeneiro. (usurário)
Água de Fevereiro enche o celeiro.
Em Fevereiro, chuva; em Agosto, uva.
Em Fevereiro, chega-te ao lameiro.
Fevereiro afoga a mãe no ribeiro.
Ao Fevereiro e ao rapaz perdoa tudo o que faz, se o Fevereiro não for secalhão e o rapaz não for ladrão.
Neve em Fevereiro não faz bom celeiro.
.......................
FEVEREIRO
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Fevereiro é o segundo mês do ano, pelo calendário gregoriano.
Tem a duração de 28 dias, a não ser em anos bissextos, em que é adicionado um dia a este mês. (Já existiram 3 dias 30 de Fevereiro na história).
O nome fevereiro vem da mitologia romana, 'Februus' QUE era o deus da purificação.

Provérbios XI


Carnaval na eira, Páscoa à lareira.
No Carnaval nada parece mal.
Entrudo borralheiro, Páscoa soalheira.
Não há Entrudo sem Lua Nova nem Páscoa sem Lua Cheia.

sexta-feira, fevereiro 17, 2006

Provérbios falados

Quer ouvir ler o seu provérbio?
Abra este sitio, escreva o provérbio e ouça-o.
Não se esqueça de seleccionar o idioma em que o quer ouvir
Interessante e divertido

quarta-feira, fevereiro 15, 2006

Provérbios X

Quem bois vende e vacas não tem, de algum lado lhe vêm
À sorte e à morte, ninguém pode fugir.
Ovelha que berra, bocado que perde
O calado vence tudo
Mais depressa se apanha um mentiroso, do que um coxo.
Inverno de Março e seca de Abril, põem o lavrador a pedir
Quando Deus dá, dá para todos
Quem sai aos seus, não nega a geração
O travesseiro é o melhor conselheiro.
O carteiro toca sempre duas vezes
Cão que ladra não morde
É de pequenino que se torce o pepino.
Devagar se vai ao longe
Mais vale só do que mal acompanhado
Quem vier atrás que feche a porta.
O último a rir, é quem ri melhor
Quem tem um burro e o vende, lá se entende.
Guardado está o bocado, para quem o há-de comer.
Quem tem telhas de vidro, não atira pedras ao ar.
Quem tem vacas que as cuide, que os meus bois andam à solta.
Tudo o que vem à rede é peixe.
Maria se queres casar, guarda para amanhã.
Não guardes para amanhã, o que podes fazer hoje.
Guarda de comer, não guardes que fazer.
Quem semeia ventos, colhe tempestades
Não desejes para os outros o que não queres para ti.
Água mole em pedra dura tanto bate até que fura
Manhã de nevoeiro de tarde soalheiro.
Quanto mais me bates, mais gosto de ti.
É dos carecas que elas gostam mais.
Diz-me com quem andas, digo-te quem és.
Encosta-te a boa árvore, gozarás boa sombra.
Não desejes mal ao teu vizinho pois para ti, pode vir a caminho.
Não cuspas para o ar que te pode cair em cima.
Março Marçagão de manhã, Sol de Verão; de tarde focinho de cão.

Fernanda Dias

domingo, fevereiro 12, 2006

Provérbios IX

Provérbios de Miranda do Douro

"Envio estes provérbios da região de Miranda do Douro e em língua mirandesa pelo ineditismo e curiosidade dos provérbios daquela região.
Gostava de os ver na vossa página muito embora perceba que estejam mais interessados nos provérbios da Região Algarve.
Obrigada. "
--Filomena de Castro

Mais bale um paixarico na mano
Que dous a bolar.

Pan i bino,
Anda camino

Quien cuônta un cuônto
Acrecénta-l’ un puônto.

Cesteiro que fai un cesto
Fai un ciênto,
Dando-le berga i tiêmpo.

Nun te fies an perro que nun lhadra,
Nin an home que nun fala.

Filho sós,
Pai serás,
Cumo fazires,
Assi acharás.

Antre primos i armanos
Nun metas las manos.

Quien a las onze nun benir
Comerá de l que trair.

Quien sembr’ abrolhos cuôlhe spinos.

Quien buôna semiênte sembra bun trigo cuôlhe.

Provérbios VIII

Casa roubada, trancas na porta;
Boda molhada, boda abençoada;
Olhos que não vêem, coração que não sente;
Antes só que mal acompanhado;
A ocasião faz o ladrão;
Amigo disfarçado, inimigo dobrado;
Peixe não puxa carroça;
Fevereiro quente, traz o diabo no ventre;
Há mar e mar, há ir e voltar;
Gaivotas em terra, vendaval no mar;
Ladrão que rouba a ladrão, tem cem anos de perdão;
Quem anda à chuva molha-se;
Quem vai para o mar, avia-se em terra.

Maria Agostinho

sábado, fevereiro 11, 2006

Provérbios VII

Quem fez a casa na praça, a muito se aventurou, uns dizem que ela é baixa, outros que de alta passou.
Candeia que vai à frente alumia duas vezes.
Quem espera por sapatos de defunto, anda toda avida descalço.
Presunção e água benta cada qual toma a que quer.
O casamento e a mortalha no céu se talha.
Quem está mais perto do lume é que se aquece.
Não se consegue fazer omeletes sem partir ovos.
Laranja de manhã é ouro, à tarde é prata e à noite mata.
A cavalo dado não se olha o dente.
É o medo que guarda a vinha e não o vinhateiro.
Se a capoeira está vazia, procura a raposa.
Se cabritos vende e cabras não tem, de algum lado lhes vem.
A galinha da minha vizinha, é sempre melhor que a minha.
Água mole em pedra dura, tanto dá até que fura.
Nem tanto ao mar, nem tanto à terra.
Quem se sente é quem está doente.
Palavras leva-as o vento.
Em terra de cegos quem tem olho é rei.
O que arde cura e o que aperta segura.
Quem vai à guerra, dá e leva.
Mais vale sê-lo, que parecê-lo.
Quem anda com sapatos apertados é que sabe onde onde lhe dói os calos.
Mais depressa se apanha um mentiroso, do que um coxo.
Nunca digas: "Desta água não beberei".
Quem não quer ser lobo, não lhe veste a pele.
Quem não se sente, não é boa gente.
Cão que ladra, não morde.
Os homens não se medem aos palmos.
Quem quer vai, quem não quer manda.
No melhor pano cai a nódoa.
Mal por mal, antes na cadeia que no hospital.
Quem nasce torto, tarde ou nunca se endireita.
Quem ao mais alto sobe, ao mais baixo vem caír.
Quem vai ao mar, avia-se em terra.
Homem pequenino, velhaco ou dançarino.
Mais vale um pássaro na mão do que dois a voarem.
Homem prevenido, vale por dois.
A casamento e a batizado, não vás sem ser convidado.
Zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades.
Quem muito fala pouco acerta.

Berta Grão

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Provérbios VI

De bago em bago enche a galinha o papo.
Devagar se vai ao longe
Quem semeia ventos colhe tempestades
De pequenino se torce o pepino

Maria Luísa

Provérbios V

Mais vale rir sem ser feliz que morrer sem ter rido
Quem dá o que tem, a pedir vem
Janeiro fora cresce uma hora
O último a rir é o que ri melhor

Judite Alves

Provérbios IV

Março, marçagão manhã de Inverno tarde de Verão.
Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje.
Quem o feio ama bonito lhe parece.
Em Abril águas mil.

Antónia Brás

Provérbio III

Guarda que comer e não guardes que fazer.
Ao pobre não prometas e ao rico não devas.
Não cuspas para o ar que te pode cair em cima .
Quem anda à chuva molha-se.
Quem semeia ventos colhe tempestades.
É mais dificíl ser rico do que ser milionário.
Quem dá aos pobres empresta a Deus.
Vou andar de vagar que tenho pressa.
Devagar se vai ao longe.
Quem muito quer tudo perde.

António Medeira

Provérbio II

Não há sábado sem sol, nem Domingo sem missa, nem segunda sem preguiça.
Manhã de nevoeiro tarde soalheiro
Quanto mais depressa mais devagar
Gato escaldado de água fria tem medo

Gabriel S. M. Sacristão

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

Provérbio I

Em Fevereiro sobe ao outeiro, se vires verdejar, põe-te a chorar, se vires terrear, põe-te a cantar.

Sabedoria Popular


"Embora os meus olhos sejam
os mais pequenos do mundo,
o que importa é que eles vejam
o que os homens são no fundo."

António Aleixo

Neste mês de Fevereiro viramo-nos para o vasto mundo da "sabedoria popular", isto é, para o mundo dos provérbios.
O provérbio é, no fundo, a síntese de uma cultura milenária transmitida, oralmente de geração em geração.
É uma enorme janela sobre o Mundo e as Pessoas

Hoje, começamos a recolha.

"O trabalho do menino é pouco, quem o desperdiça é louco"

Contamos com o contributo de todos.

Almoço de Natal 2009